Este é um espaço para você compartilhar suas descobertas.

Envie a sua contribuição!

 

 

O Sim - Contribuição Yona Grace - Grupo 229 A
Dar-Se - Contribuição Felipe Fidelis -  Grupo 253
Aproveite o Momento - Contribuição de Lúcia Almeida - Grupo 255
Aceitação do Agora - Contribuição de Felipe Fidelis - Grupo 253
O Homem; As Viagens - Contribuição de Amaury Costa - Grupo 255
Sair do Labirinto - Contribuição de Mônica Branco - Grupo 254
Jardim da Vida  - Contribuição de Diego Fonseca - Grupo 248
Processo da Quadrinidade - Contribuição de Victor Lima Mota - Grupo 250


 O SIM
Contribuição de Yona Grace

O Sim
As coisas são assim, dão certo e dão errado.
Pessimismo é acreditar que ouvir um NÃO seja uma barreira para realizar nossos planos.

Tem gente que fica paralisado diante de um NÃO.
Nunca mais vai à luta>
Já o otimista resmunga um pouco e em seguida respira fundo e segue em frente.


Quando eu tinha 17 anos, mandei uns versos para um concurso de poesia. Não ganhei nem menção honrosa.
Daí entreguei meus versos para o Mario Quintana avaliar. Ele não respondeu.
Neste meio tempo eu estava apaixonada por um cara que ignorava minha existência.
Quando eu não estava pensando nele, fazia planos de morar sozinha, mas meu estágio não era remunerado.
Ai quis viajar para a Europa, mas não consegui entrar num programa de intercâmbio.
Surpreendentemente, não me passou pela cabeça a idéia de me atirar embaixo de um caminhão.

Hoje tenho nove livros publicados (cinco deles de poesia), sou casada com o homem que amo, tenho a
Profissão dos sonhos e viajo uma vez por ano, e tudo isso sem ganhar na megasena, sem cirurgia plástica,
sem pistolão ou pacto com o demônio.

O segredo: Cada NÃO que eu recebi na vida entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
Não os colecionei.
Não forma supervalorizados.
Esperei, sem presa, na hora do SIM.
O NÃO é tão freqüente que chega a ser banal.
O NÃO é tão inútil, serve só para fragilizar nossa auto-estima.
Já o SIM é transformador.
O SIM muda a sua vida.
Sim, aceito casar com você.
SIM, você foi selecionado.
SIM, vamos patrocinar sua peça...
Quando não há o que detenha, as coisas começam a acontecer,
SIM!

Martha Medeiros, escritora Gaúcha

 


 DAR-SE
Contribuição de Felipe Fidelis
 

Autor
Daniel Ferreira Gambera

Não precisamos muito esforço para encontrar quem nos diga que devemos seguir este ou aquele modelo, que devemos ser desse ou daquele jeito, que devemos ter esta ou aquela qualidade, que não podemos ter este ou aquele defeito.

Um número grande de tradições espirituais nos inspira o temor ao erro, nos ensina que devemos nos torturar por eles, que precisamos somente manifestar o que temos de perfeito.

 Sem perceberem, essas tradições nos ensinaram a não nos darmos. Ensinaram a sermos mesquinhos conosco mesmos. E, como conseqüência, nos tornarmos mesquinhos com os outros.

Talvez a vida real não queira isso de nós. Talvez seja muita pretensão achar que podemos crescer sem errar, que podemos parar o tempo até que nos tornemos perfeitos e retornemos, depois, inteiros ao mundo.

Talvez, a vida seja aprender a aceitar aquilo que em nós ainda não está tão desenvolvido e não nos martirizarmos por isso; continuarmos caminhando, utilizando o que temos de melhor.

Quando conseguimos aceitar e compreender que temos partes que ainda estão muito longe da perfeição, fica mais fácil aceitarmos e compreendermos que todos os outros também estão passando pelo mesmo problema.

Quando não nos aceitamos e tentamos dar a “perfeição” que está em nossos modelos, talvez não estejamos, em verdade, dando coisa alguma. Só podemos dar daquilo que temos. E essa “perfeição”, fruto de nossa cegueira, não a possuímos. Chega a ser hipocrisia.

Talvez, para o Universo não valham muito as vezes em que tentamos agir como não somos. Talvez ele não queira de o nosso sacrifício ou que procuremos seguir um modelo que alguém, alguma vez, nos ensinou ser o correto. Talvez estejamos aqui como uma chance para termos a coragem de ser diferentes e de negarmos a ilusão das regras e das idealizações.

Não consigo pensar em nada mais generoso do que dar ao mundo aquilo que se é: a sua singularidade. É disso que ele sente falta. Você pode continuar apegado a essa forma distorcida de espiritualidade e, assim, continuar a negar a todos aquilo que você poderia suprir com naturalidade e facilidade, e continuar tentando nos dar aquilo de que não precisamos. Ou você pode, ao contrário, nos oferecer o seu entusiasmo para conquistar aquilo que sempre desejou mas sempre teve medo de tentar ou achava que não merecia.

 Você pode fazer aquilo que sente que deve fazer. Pode nos oferecer o exemplo de quem tem a ousadia de cometer erros novos e de aprender com os erros antigos.

com seu exemplo, podemos entender que vale mais errar quando se tenta aplicar o pouco que se sabe, do que ficar se iludindo com uma ausência de erros que nada mais seria do que o fruto da inação.

 Você pode nos oferecer as suas palavras, com sua visão única, mesmo que elas nos contrariem. Talvez elas nos ajudem a perceber coisas que, embora óbvias para você, sejam difíceis de ver, para nós.  

Você pode nos oferecer o exemplo de quem apóia a si mesmo e se mantém firme seguindo a sua consciência e intuição para manifestar aquilo que está em sua visão.  

Quando o tempo passar e aquilo em que você investiu seu tempo e sua energia frutificar, ficaremos muito felizes e gratos por você ter sido generoso ao extremo ao ter ignorado as críticas infundadas e os empecilhos que, em nossa ignorância, colocamos em seu caminho e por ter continuado a acreditar e a se empenhar.  

pode nos oferecer o exemplo de quem se aceita e se ama, mesmo quando nós tentávamos forçá-lo a ser deste ou daquele jeito, acreditar que esta ou aquela característica sua eram inaceitáveis.  

Quando o tempo passar, vamos agradecer profundamente por você ter sido capaz de se amar e por ter prosseguido desenvolvendo-se, pois as habilidades e o conhecimento que você terá adquirido se tornarão evidentes e servirão de inspiração para todos nós.  

Assim, se você sente a necessidade de nos dar algo que nos faça bem, dê de si. Não consigo pensar em nada que eu deseje mais de você, do que isso.

Nos dê o apoio a si mesmo. Nos dê a sua liberdade de se expressar livremente. Nos dê o seu crescimento, o seu entusiasmo, o seu amor à vida. Nos dê o seu empenho em se desenvolver e a sua fé na vida e na natureza humana.

 Faça isso. Dê de si e nos ajude a aprendermos a darmos de nós.


 

 APROVEITE O MOMENTO
Contribuição de Lúcia Almeida

 

Eu tenho uma PESSOA que vive baseada em uma filosofia de três palavras:
"Aproveite o momento".
Exatamente por isso, ela me parece ser a mulher mais sábia neste planeta.
Muitas pessoas adiam algo que lhes traz alegria só porque não pensaram sobre isto,
ou não tem vaga em sua agenda, ou não sabem o que vem pela frente ou
 são muito rígidas para sair da rotina.
Outro dia eu estava pensando sobre todas aquelas mulheres no Titanic,
que privaram-se da sobremesa no jantar naquela noite fatal, somente
 num esforço para manter a silhueta.
Parece meio besta mas pense bem........
Quantas mulheres por aí comerão em casa porque
quando seu marido convidou  para jantar já tinha algo descongelado?
Quantas vezes você tinha suas crianças prontas para brincar e conversar e
você ficou em silêncio assistindo aquele programa na televisão?
Hoje parece que se programa até o horário da dor de cabeça.
 Nós vivemos com uma lista de promessas que fazemos para nós mesmos para
 quando as condições forem perfeitas:
visitarei meus avós... quando conseguirmos reformar o banheiro;
Faremos uma festa... quando substituirmos o tapete;
Sairemos em uma segunda lua de mel... quando as crianças se formarem.
A vida tem um jeito mais acelerado quando vamos ficando mais velhos.
Os dias ficam menores e a lista de promessas para
nós mesmos vai ficando cada vez mais longa.
Uma manhã a gente acorda e tudo o que temos para mostrar
 de nossas vidas é uma ladainha de   "estou indo",   "estou planejando"
e  "algum dia, quando as coisas estiverem ajeitadas".
Quando alguém convida minha amiga "aproveite o momento", ela está
sempre aberta à aventuras e disponível para viagens.
Ela mantém a mente aberta para novas idéias.
Seu entusiasmo pela vida é contagioso.
Noutro dia, eu parei o carro e comprei um sorvete, cascão triplo.
Se meu carro batesse em um iceberg a caminho casa, eu teria morrido feliz.
Agora, vá em frente e tenha um bom dia.
Faça algo que você QUER fazer e não apenas algo que DEVIA ESTAR NA LISTA.
Afinal atravessamos o século e sobrevivemos...
Viva, e permita que os outros vivam, pois,
amanhã poderá não dar tempo.

 



 ACEITAÇÃO DO AGORA
Contribuição Felipe Fidelis

Eckhart Tolle

 

Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão certo, e os ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram.

 

Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas aconteçam ou se transformem.

 

Se nos apegamos às situações oferecemos uma resistência nesse estágio, significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer.

 

É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam.

 

Um ciclo não pode existir sem o outro. O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual.

 

Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à dimensão espiritual.

 

Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se transformado em fracasso.

 

O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está sempre encoberto pelo fracasso.

 

No mundo da forma, todas as pessoas “fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota.

 

Todas as formas são impermanentes. Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos, e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos.

 

Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação.

 

Enquanto estivermos identificados com a mente, não podemos evitar a compulsão de fazer e a tendência para extrair o nosso valor pessoal de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos.

 

Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam.

 

Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida autoprotetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.

 

Enquanto a mente julgar uma circunstância “boa”, seja um relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo físico, ela se apega e se identifica com ela. Isso faz você se sentir bem em relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.

 

Mas nada dura muito nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem devoram tudo. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que era boa no passado, de repente, se torna ruim. A mesma condição que fez você feliz agora faz você infeliz.

A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã. O casamento feliz e a lua-de-mel se transformam no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz.

 

A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha se apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança.

 

É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo. Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa. Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins. Observe as plantas e os animais, aprenda com eles a aceitar aquilo que é e a se entregar ao Agora. Deixe que eles lhe ensinem o que é Ser.

 

Deixe que eles lhe ensinem o que é integridade – estar em unidade, ser você mesmo, ser verdadeiro. Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer um problema.
Eckhart Tolle
 


 

 O Homem; As Viangens
Contribuição Amaury

Autor

Carlos Drumond de Andrade


O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão.
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para o Lua
desce cauteloso na Lua
Pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus
vê o visto - é isto?
idem
idem
idem O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com infustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só pra tever?
Não -vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
( estará equipado?)
a difísil dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de conviver.
 





 Sair do Labirinto 
Mônica Branco

Autor
Pierre Levy
 

Cedo ou tarde será preciso enfrentar o seu dragão. Cada um de nós tem na vida um monstro diferente. O que parece terrível para uns, para outros nada mais é do que um incômodo passageiro. Mas para todos existe um "grande medo", um Minotauro no centro de seu labirinto interior, uma besta imunda a ostentar nosso rosto. Um dia será preciso lutar por si, por sua própria causa, e não por alguma finalidade elevada, social, política, humanitária, espiritual ou qual­quer outra. Decida-se de vez a enfrentar o que o impede de viver plenamente. Guerreie por sua vida. Lute contra o seu grande medo. Hoje é um bom dia para aceitar o combate, parar de fugir, lutar com o que mais o aterroriza. Você entende que as pessoas e as situações que o deixam mal são meros disfarces desse medo, as máscaras do dragão que o habita?

Toda vida contém uma descida aos infernos. O labirinto é uma representação clássica do mundo infernal (o rei Minos era juiz dos infernos), mas também da matriz. Como sair do labirinto? Como retornar do país dos mortos? Como ressuscitar? Como renascer? Como nascer?

Teseu, como todos os heróis, combate o monstro antes de unir-se à princesa. A princesa, ou Ariadne, é seu lado feminino, sua anima, sua parte emotiva e terna. Foi porque se uniu à sua parte feminina por um fio, porque se uniu consigo mesmo que Teseu pôde vencer seu medo (o Minotauro) e tornar-se livre (sair do labirinto). Ele está sufici­entemente seguro de sua identidade sexual para aceitar seu lado femi­nino. É a energia da união consigo, do encontro consigo mesmo (o fio que une Ariadne a Teseu) que lhe permite tornar-se livre. Tornar-se livre, tornar-se uno e vencer o próprio medo são a mesma e única coisa.

Ariadne, como todas as companheiras dos heróis, libera seu lado masculino, sua força e coragem. O herói que libera a princesa aprisionada emancipa seu próprio lado feminino.

O dragão é sempre o medo, o medo de ser si mesmo... ou de deixar de sê-lo se nos liberarmos. O argumento que se apodera de nosso ser e no qual nos aprisio­namos: eis o nosso dragão. Enfrentar o dragão é reencontrar a situa­ção, exatamente a situação em que a armadilha se acomodou. Retornar ao instante da queda, ao lugar onde perdemos a liberdade. A frase que nos condenou. A idade em que perdemos a visão. Deve­mos reencontrar esse instante de que queremos fugir com todas as nossas forças. E uma vez lá, será preciso reviver o nosso papel, mas, desta vez, saindo da armadilha por cima. Se o acontecimento origi­nal tiver provocado o medo ou o orgulho, devemos nos desprender com plenitude ou humildade. Sair com inocência se tiver sido a cul­pa a origem da situação. Herói, princesa e dragão são a mesma e única pessoa.

Só consigo apreciar a mulher que há em você, porque minha di­mensão feminina é capaz de reconhecê-la. Só sou capaz de amar a mulher que há em você, porque amo a mulher que há em mim. Você só consegue amar o homem plenamente homem que há em mim porque tem em si essa dimensão de virilidade assumida, plenamente realizada, amada. Então você é capaz de amar o homem que sou, sem invejar minha virilidade, sem temer minha estranheza. Da mes­ma forma, meu amor por você não está misturado com nenhuma inveja de sua feminilidade triunfante, nenhum medo, porque essa feminilidade também está em mim. O amor é a relação recíproca das almas e de suas diferenças. Uma "identidade" que não considera as identidades diferentes que encontra é uma identidade morta, reativa, odiosa, impotente. Amar é despertar o outro que há em si.

Abandone para sempre as opiniões que os outros têm de você. Afaste-se completamente das imagens e representações que você faz de si mesmo. Abandone totalmente qualquer idéia de mérito ou de culpa, de inferioridade ou de superioridade. Não há nada a "pro­var" nem para si nem para os outros. Pare de perguntar quem você é. A identidade é uma sujeição: você só é manipulado porque forjou uma imagem de si mesmo. A identidade é uma prisão.

Saia do labirinto da identidade. "Eu existo" é o título mais elevado. Tudo o que lhe acrescentar­mos o depreciará.

 



Jardim da Vida
Diego Fonseca

Nas árvores,
a esperança
do verde
que amadurece.

Nas folhas,
o encontro com o vento,
a harmonia do mover-se,
o equilíbrio do balançar.

 Nas flores,
a transitoriedade do viver,
a aceitação do murchar,
a felicidade do florir.

Nos frutos,
a responsabilidade em ser,
a doçura do nascer,
o medo de amargar. 

Nas sementes,
o mistério do renascer,
a sabedoria do aguardar,
a beleza do brotar.

Na Terra,
a abundância do Amor,
que compreende cada acontecer,
sem exigir um porquê.

                                        


Processo da Quadrinidade
Victor Lima Mota


Cheguei, perguntei
Desconfiado, não acreditei
Tive dor, sofri, bati, chorei

Bem no fundo, tão profundo
que ate então desconheça
vi a luz, chegar ao mundo
fiz a noite virar dia.

Fiz o fraco virar força
Fiz o escuro me temer
vi o medo, antes forte
tão com medo de desaparecer.

 

Vi  virtudes, vi defeitos
Vi amor, me fiz viver
Seu silencio, não perfeito
Mas completo no meu ser!