Graduada em Medicina pela UFMG, especializada em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da UFMG e em Homeopatia pela Associação Médica Homeopática de Minas Gerais.
“Ouvi alguns amigos falando do Processo Hoffman, mas decididamente não consegui validar um trabalho terapêutico que se propunha a lidar em tempo tão breve, com relações tão complexas como são as familiares! Em anos de estudos sobre a saúde mental, tal trabalho não havia sido sequer mencionado em tudo que li. Pensei se tratar de mais uma solução mágica as custas da ‘lei do menor esforço’ tão vendável e procurada no mundo moderno! Charlatanismo, pensei.
Mudei de idéia quando alguém muito próximo a mim submeteu-se ao Processo e voltou mostrando uma habilidade para transitar na análise das experiências e emoções (inclusive as minhas próprias) que realmente me impressionou. Logicamente fiz o Processo no mês seguinte (julho/99). Inicialmente, como Psiquiatra interessada em conhecer mais uma técnica... Logo, meus outros personagens internos se apresentaram para serem trabalhados.
Percebo as pessoas expressando um estado amoroso por si mesmas e pelos outros quando retornam do Processo. Mostram-se acordadas para o fato de serem seres humanos em evolução, livres para escolher o que querem da vida, conscientes da tarefa individual de cuidar das necessidades pessoais de forma hábil e responsável. Cultivar esta semente é tarefa para a vida inteira...
Como psiquiatra observo que o reposicionamento de cada um diante de si mesmo é fundamental para a superação de inúmeros problemas clínicos. Quando percebo que o paciente está paralisado diante de algum ponto da individualização e sinto-o preparado para esta deliciosa e intransferível tarefa de se encontrar consigo mesmo, encaminho-o ao Processo.
Na minha prática clínica busco auxiliar as pessoas a se reequilibrarem, a recuperarem a condição de cuidar de si mesmas procurando lidar com a vida como ela é. Vejo os recursos farmacológicos exercendo um bom trabalho quando usados com parcimônia. Mas acima de tudo vejo a saúde mental vinculada á mudança de atitude diante de si mesmo, diante da vida! E o começo de tudo é o amor...“.